Ao menos sete pessoas internadas na UTI do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas (SP), testaram positivo para a enzima bacteriana KPC, considerada superbactéria pela alta resistência a antibióticos.
De acordo com a administração do hospital, os casos ocorreram na ala adulta da unidade de terapia intensiva, que deixa de receber novos pacientes temporariamente a partir desta terça-feira (10).
A superbactéria foi identificada durante uma avaliação de rotina do departamento de controle de infecções, afirma o hospital.
O hospital encaminhou um plano de contingência na segunda-feira (9) ao Departamento de Vigilância em Saúde, e o documento está sob análise.
“Os sete pacientes com a bactéria serão mantidos isolados em um salão da UTI do hospital, com equipe exclusiva para eles, e outros três que estavam na ala serão transferidos para leitos de mesma complexidade da rede”, disse o hospital, em nota. A instituição afirmou ainda que a ala deve passar por uma higienização profunda.
A KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) é uma enzima presente em bactérias que podem levar ao desenvolvimento de pneumonia, infecções sanguíneas e urinárias, problemas em feridas cirúrgicas e sepse.
A KPC é uma das superbactérias mais detectadas em hospitais no Brasil, e os primeiros registros ocorreram em 2005, no estado de São Paulo. Pacientes de UTIs estão especialmente suscetíveis por estarem debilitados e em ambientes com alto uso de antibióticos, o que contribui para o desenvolvimento da resistência a medicamentos.