Mirassol e nove cidades testam vacina contra chikungunya – 03/02/2026 – Equilíbrio e Saúde

Mirassol, no interior de São Paulo, e outros nove municípios do país participam do projeto-piloto da estratégia de vacinação do Ministério da Saúde contra a chikungunya. O imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.

A vacinação começou em Mirassol nesta segunda-feira (2). Também integram a iniciativa Maracanaú (CE), Maranguape (CE), Simão Dias (SE), Barra dos Coqueiros (SE), Lagarto (SE), Santa Luzia (MG), Sabará (MG), Sete Lagoas (MG), Congonhas (MG) e Mirassol (SP). A data de início da imunização nas demais cidades ainda não foi divulgada.

A vacina, a primeira contra a chikungunya a ser registrada no mundo, está aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde abril do ano passado para pessoas de 18 a 59 anos. Segundo o Ministério da Saúde, ainda não há previsão de incorporação do imunizante ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Em Mirassol, a vacinação será gratuita e realizada nas unidades de saúde do município. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, cerca de 37.500 moradores da faixa etária prevista poderão receber a dose. A expectativa é vacinar esse público em cerca de duas semanas, afirmou o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva.

O secretário informa que a escolha de Mirassol levou em conta o aumento expressivo de casos da doença no município. Em 2024, foram registrados 833 casos prováveis de chikungunya, ante apenas um caso identificado no ano anterior, segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde.

“A escolha de Mirassol se deu pelo perfil epidemiológico. O número crescente de casos nos dá a certeza de que o vírus está circulando no território”, afirma.

O governo paulista informa que os municípios participantes foram selecionados pelo Ministério da Saúde com base em critérios epidemiológicos, tamanho populacional e viabilidade operacional para a introdução do imunizante em curto prazo. Ainda não há cronograma definido para a ampliação da estratégia a outras cidades.

Segundo Paiva, o projeto-piloto tem dois objetivos principais: avaliar o impacto da vacinação na imunidade coletiva da população, de forma semelhante ao que vem sendo feito com a dengue, e verificar se a resposta imunológica é suficiente para prevenir a doença e reduzir seus sintomas em áreas com circulação ativa do vírus.

“A ideia é avaliar a imunidade coletiva e verificar se a resposta imunológica é suficiente para prevenir a doença e reduzir os sintomas em áreas com circulação do vírus.”

A vacina também tem autorização para uso no Canadá, no Reino Unido e na União Europeia. Estudos clínicos indicam que o imunizante é bem tolerado, com eventos adversos predominantemente leves a moderados, além de induzir resposta imunológica após uma única dose.

Baseada em vírus atenuado, a vacina utiliza uma versão enfraquecida do vírus da chikungunya para estimular a resposta imunológica do organismo.

Autoria: FLSP

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